
Os Médicos
Médicos Espirituais:Dr. Bezerra
de Menezes
Por inúmeras vezes, em
minhas enfermidades, eu tive a prova da proteção do Pai.
Certa manhã despertei com a certeza de que havia alguma coisa grave com
minha saúde.
Lembrava perfeitamente que nosso querido Dr. Bezerra estivera ao
meu lado mostrando algo dentro do
meu útero, que eu buscasse com
urgência, um medico.
Imaginei tratar-se de um câncer, pois vira estranha
raiz misturada com sangue.
Eu já fora socorrida espiritualmente durante o sono inúmeras vezes. Fatos como:
a extirpação de um
gânglio embaixo do braço, curada
de uma bursite que me causava fortes
dores impedindo-me
os movimentos do braço
direito e a estabilização de um problema no coração.
Embora me sentisse muito bem, procurei imediatamente meu ginecologista,
nada sendo constatado no preventivo, ele me disse não haver nada
errado comigo.
Lembrando sempre do aviso, voltei ao medico por duas vezes.A resposta de
sempre: está tudo bem.
Até que uma pequenina mancha de sangue surgiu
acompanhada de cólica.
Mais uma vez voltei ao meu medico e ele disse não
haver nada que pudesse causar preocupação.
Mas, eu tinha certeza de que não fora
apenas um sonho o que me acontecera.
Indo visitar meu filho, narrei-lhe o ocorrido e ele levou-me na Dra Nélia
que
fez uma curetagem, sendo confirmado um câncer no endométrio.
Operada logo após,
ficou constatado que se demorasse um pouquinho mais,
haveria metástase e ele se
tornaria incurável.
São decorridos mais de doze anos desse
acontecimento e posso afirmar, que se não
fosse
o aviso, eu não estaria viva,
pois não teria persistido na busca de outro medico.
A Moratória
Certa noite, durante um sonho, eu me vi num hospital onde acabara de falecer.
Vi um corredor comprido, onde meu filho e meu marido se encontravam, aguardando
a
liberação do meu corpo.
Queria me aproximar deles para me despedir antes de partir para a
espiritualidade quando senti que alguma
coisa me prendia a Terra. Compreendi que se se tratava de um livro muito importante para mim.
Ao acordar, impressionada, entreguei-me as divagações: qual teria sido a
causa repentina de minha morte?
Que hospital seria aquele, com um corredor tão
comprido? Não era o da CSN onde sempre me operava.
Quanto ao livro, imaginei
tratar-se de um caderno especial onde eu escrevia pensamentos
e os fatos mais
importantes de minha vida.
Não tive duvidas em queimá-lo. Estava livre, pensei, nada poderia me prenderia a
Terra.
Os anos se passaram e não pensei mais no caso.
Quando de minha internação para a curetagem, após a
mesma, fui levada por
um longo corredor onde meu filho e meu marido, me
aguardavam e o sonho me
voltou incontinente.Era aquele o corredor que eu vira!
O câncer foi confirmado e a operação marcada.
Lembrei-me do sonho, agora tudo se tornava
claro para mim.
Eu morreria na mesa de operação e o livro que me prendia á
Terra, era o romance que
estava piscografando: “Vidas que se cruzam”.
Às sete horas da manhã de uma segunda-feira, já me encontrava na Santa
Casa, pronta para a cirurgia
quando meu filho foi me avisar que a operação havia
sido cancelada. Surgira uma operação de emergência
e ao ser aberta a
barriga da paciente a sala fora contaminada. Teria que ser fechada por uns
dias.
Voltei para casa e durante os poucos dias que julgava me restarem de vida,
consegui fazer um resumo
dos capítulos que faltavam para serem entregues ao Luiz
para que os terminasse, após a minha morte.
Voltei para ser operada e correu tudo bem.
Até hoje eu me pergunto: “Qual teria sido a causa de minha moratória?”
A confiança em Deus, aceitando com serenidade sua vontade?
Creio que foi as orações de tantos amigos que intercederam por mim.
Médicos Terrenos
Aquela noite eu tive mais uma vez, a
confirmação do amparo que recebemos diariamente de Deus.
Viúva há pouco tempo, sentia-me esgotada pelo longo tempo cuidando de meu marido
enfermo.
De madrugada acordei sentindo grande mal estar!
Uma forte dor, seguida
de queimação no estomago, subia espalhando-se pelo peito!
Julguei
tratar-se de um enfarte e meu primeiro pensamento foi chamar meu filho.
O torpor que me invadia, porém, impediu-me de fazê-lo e me
entreguei confiante nas mãos de Deus.
Numa breve oração, pedi que se tivesse
chegado à hora de minha libertação, não me faltasse o
amparo
dos amigos
espirituais para que minha passagem fosse tranqüila.Adormeci imediatamente.
Acordei com o dia claro, e meu primeiro pensamento foi mexer com os pés e as
mãos.
Estava viva! Isto é, ainda reencarnada.
Vieram-me então as lembranças do que se passara durante o sono.
Amigos espirituais estiveram a minha volta me socorrendo e junto deles, para
minha surpresa,
estava nosso querido Dr. Chammas, meu medico aqui da Terra,
que tanto tem me ajudado!
Embora tivesse melhorado, compareci á tarde em seu consultório narrando-lhe o
que tinha
sentido
e a minha suspeita de que tivesse tido um enfarte.
Antes mesmo
de me examinar ele disse que julgava tratar-se de um problema no estomago.
Não
contendo o riso falei-lhe: “Você deve saber muito bem qual o meu mal,
pois
esteve durante a noite me socorrendo”.
Rimos juntos.
Através de uma endoscopia foi constatado:
”GASTRITE COM SANGRAMENTO AO
TOQUE”.
( Até hoje, junto com os amigos espirituais, em desprendimento durante o sono,
ele continua me socorrendo, quando passo mal durante a noite.)

Música: Violinos - A lista de Schindler